Para mudar essa percepção é preciso que o trabalhador tenha conhecimento das normas de segurança. Derval Oliveira explicou que o frentista precisa relatar ao sindicato os problemas neurológicos e as pressões psicológicas provocadas pelo trabalho para que essas alterações sejam registradas e possam constar nos laudos da Previdência Social. De acordo com ele, não existe registro no Instituto Nacional de Seguro Social(INSS) de que o benzeno e os agentes químicos causam doenças aos trabalhadores de postos de combustíveis.

NR 20
A qualificação da mão de obra, uma determinação da NR 20, que trata de segurança e saúde nos postos de combustíveis, é uma obrigatoriedade do Ministério do Trabalho e Previdência Social.
Todos funcionários e prestadores de serviço dos postos de combustíveis têm que fazer o curso, que deve ser renovado a cada mudança de emprego. O curso da NR 20 dá dignidade a categoria e acaba com a rotatividade da mão de obra, já que é preciso qualificação para trabalhar no posto.

INALAÇÃO DE GASES
O presidente do instituto SLS atentou para o fato de que as doenças neurológicas e de pele são decorrentes de exposição a agentes químicos. Ele disse que a prevenção é a melhor maneira de reduzir os riscos. É importante que o trabalhador utilize os mecanismos de segurança, como se afastar do carro na hora do abastecimento. Derval citou a lei estadual que proíbe abastecer o tanque do veículo “até a boca”, que visa reduzir o risco de danos à saúde do trabalhador. “Quando o tanque é cheio completamente ocorre a liberação de benzeno, substância encontrada na gasolina, considerada cancerígena.

QUALIFICAÇÃO

Ao encerrar o curso, o presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, frisou que o posto é um ambiente perigoso e insalubre porque além de manusear produtos tóxicos e inflamáveis , o trabalhador do posto ainda está exposto a risco de assaltos, atropelamento e doenças provocadas pela exposição ao tempo. Ele informou que o sindicato vai continuar investindo em cursos de qualificação para garantir a segurança e saúde do trabalhador de posto de combustível. Eusébio disse que o frentista precisa tomar consciência da sua importância para economia do para o país e cobrar os seus direitos. “ É preciso conscientização para fazer valer as leis e o sindicato é único representante legítimo do trabalhador. Só se obtém avanços com união e os trabalhadores dos postos precisam participar mais das atividades do sindicato, para conquistarmos melhores salários e condições de trabalho para todos”. Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ

« Voltar para a página anterior